Minha prática da exaltação a Deus e do testemunho de Deus era tão absurda

Por Zhang Cheng, Província de Shandong

Cada vez que via alguns líderes e cooperadores na igreja se tornarem anticristos e serem eliminados por Deus, por sempre testemunharem de si mesmos e por trazerem irmãos e irmãs para diante de si mesmos, eu fazia um alerta a mim mesmo: devo ter certeza de exaltar a Deus e de testemunhar Dele em todos os assuntos; não devo, sob nenhuma circunstância, exibir-me ou exaltar-me, a fim de não trilhar a senda dos perdedores. Por isso, toda vez que eu tinha comunhão, eu me concentrava apenas na revelação de minha própria corrupção e nunca falava sobre prática ou entrada a partir do aspecto positivo. Quando outros diziam ter havido uma pequena entrada ou mudança em mim, eu negava de imediato. Ao praticar assim, eu acreditava, estava exaltando a Deus e testificando Dele.

Um dia, ouvi estas palavras em uma comunhão: “O conhecimento que algumas pessoas têm sobre exaltar a Deus e testificar Dele é incompleto; por isso, o que elas praticam não é inteiramente correto. Elas pensam que falar sobre experimentar a obra de Deus significa principalmente falar de conhecer a própria corrupção, expor a própria corrupção, praticar o abrir-se e dissecar a revelação da própria corrupção — entendem que somente isso seja exaltação a Deus e dar testemunho de Deus. Falar desses aspectos da experiência e do testemunho como mudanças em si mesma e o processo pelo qual ela muda, ou de sua entrada na realidade é como se essa pessoa estivesse testemunhando de si mesma, não de Deus. Tal conhecimento está correto? Falar sobre o processo mediante o qual você experimentou mudanças significa testemunhar de si mesmo? De modo algum. […] O que devemos entender é que, para sermos mais eficazes em trazer as pessoas para diante de Deus, quando falamos apenas de experiências negativas e nada dizemos de entrada positiva, o efeito é limitado, e não ideal, e as pessoas ainda ficarão sem uma senda. Durante suas comunhões, as outras pessoas só veem como você se abre, como você se disseca e como se desnuda. E quanto à sua entrada positiva? E quanto à sua prática? Que senda para a prática você oferece às pessoas? Você não lhes disse como devem praticar a partir de agora. […] Algumas pessoas não entendem o que significa testemunhar de si mesmas. Elas acham que falar sobre seus aspectos positivos e sobre o aspecto de sua entrada na realidade é dar testemunho de si mesmas — mas isso é, na verdade, melhor testemunho de Deus, testemunho mais perfeito de Deus. O fato de sermos capazes de um pouco de realidade, de algumas boas ações, de alguma fidelidade ao cumprir nossos deveres não é o amor de Deus? Não é a graça de Deus? Não é efeito da obra do Espírito Santo? Por ter comunhão sobre essas coisas, você é mais capaz de dar testemunho da onipotência de Deus, de como a obra de Deus é a obra da salvação do homem, de como as palavras de Deus podem mudar as pessoas, torná-las perfeitas e salvá-las. Assim, dar testemunho da obra de Deus também requer falar de sua própria entrada positiva, de como você passou de não ser capaz de entrar para alguém que pôde, por fim, entrar; de como você passou de alguém que não era capaz de se conhecer para, por fim, ser alguém capaz de conhecer a essência de sua natureza; de como você foi mudado de alguém que resistia a Deus e se rebelava contra Ele em alguém capaz de obedecer-Lhe, satisfazê-Lo e testificar Dele. Se você puder comunicar tais experiências e testemunho em sua totalidade, então, seu testemunho de Deus é pleno e completo. Somente isso é que é exaltar a Deus e testificar Dele no verdadeiro sentido. […] Se tudo sobre o que você falar for sua própria corrupção e fealdade, e se, depois de uma década ou mais, não puder dizer nada sobre mudanças em si mesmo, isso é exaltar a Deus e testificar Dele? Isso glorifica a Deus? Isso pode dar testemunho da onipotência da obra de Deus? […] Se seu testemunho faz com que as pessoas se tornem negativas e se afastem de Deus, então, não é testemunho. Sua obra se opõe a Deus — é a obra de Satanás; é a obra que se opõe a Deus” (de ‘Perguntas e respostas’ em “Sermões e comunhão sobre a entrada na vida III”). Quando ouvi isso, de repente percebi que me expor obstinadamente e falar sobre a revelação de minha própria corrupção não era exaltar a Deus e dar testemunho Dele. O verdadeiro testemunho e a verdadeira exaltação a Deus não envolvem apenas falar sobre conhecer a própria substância corrupta enquanto se experimenta a obra de julgamento e castigo de Deus, que o mais importante é dizer algo sobre a prática positiva e a entrada. Por exemplo: que verdades você veio a conhecer, o que você veio a conhecer a respeito de Deus, quais efeitos a obra de Deus teve em você, quais mudanças ocorreram em seu antigo caráter, e coisas assim. Se falar genuinamente desses aspectos da experiência e do conhecimento, mediante as experiências reais que comunica, você permitirá que irmãos e irmãs alcancem o conhecimento de Deus e vejam que a obra de Deus pode, de fato, salvar pessoas e mudá-las, produzindo nelas, assim, a verdadeira fé em Deus e, ao mesmo tempo, dando-lhes uma senda de prática e de entrada e informando-os como satisfazer a Deus e como entrar na realidade das palavras de Deus. Somente isso é que é verdadeiramente exaltar a Deus e testificar Dele, e somente um testemunho assim pode envergonhar Satanás. Minha compreensão de exaltar a Deus e de dar testemunho Dele, por outro lado, havia sido muito unilateral, muito absurda. Pensei que falar mais sobre minha própria corrupção diante de irmãos e irmãs, de modo que eles pensassem pouco de mim, era exaltar a Deus e Dele testificar. Eu pensei que falar sobre meus aspectos positivos de entrada era exaltar-me e dar testemunho de mim mesmo. Quão estúpido eu fui! Nesse ponto, não posso deixar de pensar em minha prática e no efeito de exaltar a Deus e dar testemunho Dele.

Lembro-me de como, certa vez, uma irmã que estava me hospedando disse: “Vocês líderes abandonaram a família e a carreira a fim de cumprir seu dever longe de casa, padeceram muitas penúrias, experimentaram muitas coisas e vieram a entender muitas verdades. Em todos vocês, houve alguma entrada e mudança. Mas, permanecendo em casa, estou muito restrita pela carne; os momentos em que meu coração está em paz diante de Deus são muito poucos, e não houve mudança em mim. Eu adoraria ser como você.” Ao ouvir isso, pensei comigo mesmo: “Preciso exaltar a Deus e testificar Dele. Devo comunicar minha própria corrupção e não falar de minhas mudanças, ou então essa irmã me terá em alta consideração.” Como resultado, fiz questão de falar de como, no passado, eu era arrogante e desobediente aos arranjos da igreja quando cumpria meu dever, de como eu era incapaz de me dar bem com meus irmãos e irmãs, de como muito do que eu dizia havia sido contaminado com inverdade, de como eu tentei enganar e abrigar suspeitas sobre as pessoas… Depois de ouvir o que comuniquei, a irmã disse: “Eu achei que todos vocês tinha mudado mais ou menos completamente — mas acontece que você também não mudou. Hmmm! Nenhum de vocês mudou, o que me torna ainda pior”. Depois disso, embora a irmã não me tivesse mais em alta consideração e não olhasse para mim como modelo, como resultado ela se tornou negativa e passou a pensar que não tinha esperança de salvação. Certa vez, durante a reunião da igreja, falei com os irmãos e irmãs sobre um aspecto da minha corrupção: como eu tinha concepções sobre Deus. Eu falei apenas sobre como eu tinha concepções sobre Deus, não sobre como eu as resolvi, e descobri que os irmãos e irmãs não tinham essas concepções, mas passaram a tê-las depois de ouvirem minha comunhão. E coisas semelhantes. Tal foi o efeito de minha suposta exaltação a Deus e do testemunho Dele. A exaltação a Deus e o testemunho Dele que pratiquei não apenas não testificaram da autoridade e da majestade das palavras de Deus, mas, em vez disso, deram aos irmãos e às irmãs dúvidas e concepções sobre a obra de Deus de salvar, mudar e aperfeiçoar as pessoas. Aquelas pessoas perderam a fé na salvação e não tinham mais a motivação para buscar a verdade ou a resolução de cooperar ativamente. A exaltação a Deus e o testemunho Dele que pratiquei não testificaram para as pessoas a respeito da bondade, da amabilidade e da justiça de Deus, não testificaram das intenções benevolentes de Deus em salvar o homem, de mostrar às pessoas Seu amor e permitir que elas O conheçam. Em vez disso, produziram-se nos irmãos e nas irmãs concepções e mal-entendidos com respeito a Deus, e eles passaram a viver no estado errado. Como eu estava exaltando a Deus e testificando Dele? Eu estava simplesmente espalhando negatividade e liberando a morte. Em essência, eu estava ferindo as pessoas e trazendo destruição sobre elas. Embora, do lado de fora, não parecesse que eu tinha feito algo obviamente mal, a essência de minhas ações estava em oposição a Deus, estava semeando o descontentamento no relacionamento das pessoas com Deus. Era um ataque à positividade dos irmãos e das irmãs, e isso fez com que eles se afastassem de Deus. Eu estava cometendo o mal, puro e simples! Isso é verdadeiramente desprezado e odiado por Deus!

Graças a Deus por me esclarecer sobre o que é realmente exaltá-Lo e Dele testificar, por me permitir saber quão absurdo era meu próprio entendimento sobre a exaltação a Deus e o testemunho de Deus, por me permitir ver que, em essência, minha suposta exaltação a Ele e meu suposto testemunho Dele foram uma grave resistência a Ele. Se eu tivesse continuado daquele jeito, no fim das contas, o que teria acontecido comigo é que eu teria sido eliminado e punido, pois eu servira a Deus, mas resistira a Ele. A partir daquele dia, almejei mudar de todo meus absurdos meios de prática. Quando eu comunico sobre o conhecimento de mim mesmo, devo falar mais sobre a senda para a entrada positiva e o testemunho de experimentar e praticar as palavras de Deus. Devo testificar de tudo o que tenho conhecido, para que, com a ajuda de minhas experiências e de meu conhecimento, os irmãos e irmãs possam entender a vontade de Deus, possam experimentar a obra de Deus e alcançar o conhecimento de Deus, verdadeiramente trazendo-os para diante de Dele.

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